Para a prefeita Thelma de Oliveira (PSDB), Chapada dos Guimarães poderia estar vivenciando uma situação muito mais complicada, em função do período de estiagem registrado no ano de 2020, se a estação de tratamento de água Dante de Oliveira não estivesse em funcionamento. A expansão de rede fez com que a cidade passasse a fornecer 100 litros por segundo durante a seca, triplicando a capacidade do sistema que antes era de 30 litros por segundo (de junho a setembro).
Antes da estação Dante de Oliveira, Chapada tinha capacidade de captação de 50 m³/hora. Com a estrutura, passou a captar no período das águas 510 m³/hora e na seca 350m³/hora. Hoje existem dois reservatórios em funcionamento na cidade, sendo um no Bom Clima e outro no bairro São Sebastião, com capacidade de 4 milhões de litros.
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A captação ocorre em três estações: Dante de Oliveira, Quineira e Monjolo.
A obra foi realizada graças a uma emenda parlamentar destinada para Chapada dos Guimarães quando Thelma de Oliveira ainda atuava como deputada federal. A emenda destinada para a obra foi no valor de R$ 10 milhões ainda no ano de 2010. Ao todo, a construção do empreendimento custou R$ 17 milhões. O restante da verba foi desembolsado pelo governo de Mato Grosso, na gestão do então governador Pedro Taques.
“Estamos atravessando a pior seca que já vi na minha vida no Brasil. Nunca vi uma seca deste tamanho. Ameaça chover e nada. Trouxemos a estação de captação de água Dante de Oliveira. Graças a ela temos água. A Quineira secou, Monjolo tem pouca água. A água vem mais fraquinha, mas em outros momentos não teria água para nada”, recordou a prefeita.
Thelma ressalta que quando destinou o recurso para a cidade, não imaginava que um dia estaria na condição de prefeita de Chapada dos Guimarães. “Não sonhava em ser prefeita quando destinei essa emenda de R$ 10 milhões como deputada federal. Fiz isso porque a primeira casa que eu tive foi na Aldeia. Depois fui agraciada com um governador que me ajudou e o deputado estadual Wilson Santos, que à época era secretário de Cidades de Mato Grosso”.
Além de ser um alento para a população chapadense, sanar o problema de falta d’água fortalece o turismo, responsável por movimentar a economia local. “Nos finais de semana a cidade bomba de turistas que saem de Cuiabá e vem para cá, aproveitar as cachoeiras. Lota tudo e a gente tem que ter água também para atender essa população, que é importante porque movimenta o comércio”, ressaltou Thelma.
Em busca da reeleição, a peessedebista tem como proposta em seu plano de governo construir mais um reservatório de água com capacidade de 3 milhões de litros, além de atender as comunidades rurais com poços artesianos.
“Hoje temos água potável, com qualidade que poucos municípios têm. Por isso que estou aqui hoje para continuar e avançar no trabalho que já começamos”, destacou.