O ex-governador de Mato Grosso e presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Júlio Campos (UB), saiu em defesa da Ferrogrão, projeto de uma ferrovia de cerca de 930 km, que liga a região de Sinop (MT) às estações de transbordo de Miritituba (PA). Por Miritituba são escoadas cerca de 17 milhões de toneladas de soja de Mato Grosso todos os anos.
Questionado se acredita na existência de grupos por trás de lideranças indígenas, como o Cacique Raoni, para se insurgir contra a Ferrogrão, Júlio Campos foi enfático: “Com certeza!”.
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Ele ainda disse não entender Raoni que, ao mesmo tempo que é contra a Ferrogrão, pediu ao Governo do Estado para construir asfalto cortando a reserva indígena do Xingu.
“A Ferrogrão é de vital importância para o brasil, não só para Mato Grosso. Lamentavelmente, há um grupo de pseudo ambientalistas que querem, de qualquer forma, impedir o desenvolvimento econômico do Brasil, porque a Ferrogrão vai trazer desenvolvimento”, disse o deputado estadual, que também já foi governador de Mato Grosso.
Júlio Campos também destacou que o líder indígena do Xingu pediu ao governador Mauro Mendes para ligar as rodovias federais BR-080 a BR-163, com uma pavimentação asfáltica que passa dentro da terra indígena. “E a Ferrogrão não passa em reserva. É bom que se diga: a Ferrogrão passa a 10 ou 15 quilômetros fora da reserva”, completou.