Após a polêmica envolvendo a nomeação do filho de um faccionado morto em confronto, o vereador Jeferson Siqueira (PSD) se justificou e afirmou que o exonerou após sua equipe descobrir que o homenageado era criminoso e o assunto repercutir na imprensa. Jeferson falou do assunto nesta terça-feira, 1° de abril.
Gilmar Machado da Costa, o Gilmarzinho, pai do assessor nomeado por Jeferson, foi morto durante confronto com o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) durante mandado de prisão referente à Operação Acqua Ilicita.
- FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)
- FIQUE ATUALIZADO: Participe do nosso grupo no Telegram e fique sempre informado (clique aqui)
Após a morte, veio à tona que Victor, filho do faccionado, era assessor de Jeferson na época em que Gilmarzinho foi homenageado. Jeferson explicou que seguiu todos os critérios impostos pela Câmara de Vereadores para a nomeação de um assessor.
“Quando trouxemos aqui nosso grupo de trabalho, houve a indicação do Victor. O Victor veio e preencheu todos os requisitos desta Casa, inclusive sem antecedentes criminais, apresentou todas as documentações e a câmara então o nomeou. Ele foi nomeado no dia 11 de fevereiro. No dia 11 de fevereiro ele é nomeado, no dia 20 de fevereiro de 2024, o Victor participa de uma ação na região do bairro 1° de março, Nova Conquista, Jardim Aroeira, que era pensando no aniversário do bairro”, explicou Jeferson.
Na ocasião, diversas personalidades da região receberam moção de aplausos. Na oportunidade, o filho do faccionado também incluiu o pai na lista do vereador.
“Então, fizemos uma homenagem para todos os comerciantes, líderes comunitários, pessoas que tivessem um valor cultural ou até mesmo de lideranças daquela região. O Victor, ele como assessor decide homenagear o seu pai, coloca o nome do pai dele também dentre esses que seriam homenageados. Quem fez a indicação para homenagem, foi o Victor que fez para o seu pai. No dia 2 de março entregamos as moções numa festa para mais de cinco mil pessoas”, disse.
No fim do não passado, veio à tona que Jeferson tinha homenageado membros do Comando Vermelho. Após a polêmica, o gabinete do vereador resolveu demitir o filho do faccionado.
“No fim do ano, quando vem a notícia, 'o Jeferson homenageou supostamente um criminoso', eu sento com o nosso grupo e nosso grupo decide, 'infelizmente o reflexo foi negativo para o gabinete'. Então, nós decidimos exonerar o Victor porque foi uma atitude dele. Ele quis homenagear o pai dele. Mas não exoneramos o Victor porque ele foi filho do criminoso, pelo contrário, é porque a ação dele refletiu negativamente no gabinete”, explicou.