O Ministério Público descartou, após investigações, o envolvimento do irmão, cunhado e marido de Natally no assassinato de Emelly Sena. A adolescente, de 16 anos, foi morta e teve o bebê arrancado da sua barriga por Natally no dia 12 de março, em um crime que chocou o Brasil. À época, a assassina assumiu toda a culpa pelo ato e Christian Albino Cebalho de Arruda (28 anos), Cicero Martins Pereira Junior (24 anos) e Alédson Oliveira da Silva (33 anos), respectivamente marido, irmão e cunhado da assassina foram liberados após serem ouvidos no dia 14 de março, dois dias após o crime.
Segundo o promotor de Justiça Rinaldo Ribeiro de Almeida Segundo os três tem álibis e não poderiam estar no local do crime no momento que Emelly foi morta. Para o promotor, não há qualquer prova que os ligue ao crime.
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“Todos têm álibis de câmeras. Um no Jardim Itália, outro em um restaurante, outro em um hospital. Além de terem álibis de pessoas. Não é que existem provas fracas em relação a eles, é que não existe nada em relação a eles. Se fosse feita a Justiça com as próprias mãos, possivelmente aquelas três pessoas poderiam ser mortas, por isso é importante investigar. E essas investigações estão mostrando que não tem nada contra essas três pessoas”, afirmou o promotor em entrevista à imprensa nesta terça-feira.
O trio, segundo Rinaldo, colaborou com as investigações, o que corrobora com a inocência deles em relação ao caso.
“São pessoas que colaboraram com a polícia desde o primeiro momento e, de fato, colaboraram. A gente leu o processo da Natally, a gente vê que eles colaboraram”.
INDICIAMENTO
Nataly foi indiciada pelo inquérito da DHPP por homicídio quadruplamente qualificado pelo motivo torpe, emprego de asfixia, meio insidioso ou cruel, com traição e dissimulação - recurso que impossibilitou a defesa da vítima e com a finalidade de assegurar a subtração de recém-nascido, garantindo sua impunidade; além de ocultação de cadáver e por registrar como próprio um parto alheio e uso de documento falso.
À época do crime foi cogitada a participação do trio, mas eles foram liberados no momento que Nataly assumiu completamente a autoria do crime, afirmando que sozinha atraiu, enganou, matou, arrancou o bebê da barriga da adolescente e enterrou seu corpo no quintal da residência.
A autora simulou uma gravidez por meses, utilizando exames falsos e fotos adulteradas para enganar familiares.
Provas periciais corroboram as violências qualificadoras, incluindo marcas de asfixia e o corte abdominal. Exame de necropsia realizado pela Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec) no corpo da adolescente grávida de nove meses, constatou causa da morte por choque hipovolêmico hemorrágico que ocorreu após grandes ferimentos realizados em seu abdômen para a retirada do feto.
A perícia constatou, ainda, que a vítima estava viva enquanto o bebê era retirado de seu ventre. Além disso, foram evidenciadas diversas lesões contundentes, dentre elas, lesões na face e no olho direito que podem ser resultantes de socos. A vítima estava contida com cabos de internet em seus punhos e pés.
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(Com informações da assessoria da Polícia Civil).