A juíza da Segunda Vara Criminal, Edna Ederli Coutinho, negou na segunda-feira (17), o pedido de progressão de pena ao irmão do deputado Juca do Guaraná (MDB), o ex-vereador Nicássio Barbosa, que possui condenação por tentativa de homicídio.
Ele alegou que havia realizado cursos e trabalhado em empresas privadas, e devido a isso, concluir a condenação para encerrar o processo judicial.
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Se o pedido fosse aceito, Nicássio conseguiria obter a liberação para ser candidato e descongelaria os quase 3 mil votos que obteve para vereador em Cuiabá na última eleição. Com isso, o vereaor Chico 2000 (PL) perderia a vaga e o ex-vereador Luiz Claudio (MDB) assumiria a vaga.
O irmão de Juca alega que trabalhou entre 27 de junho de 2006 e 6 de maio de 2008, no qual cumpriu 440 dias de trabalho, fazendo a remissão de 146 dias da pena.
Crime
Na eleição de 2000, Nicásio do Juca disputou a eleição para vereador pelo PT e ficou na 3ª suplência, na chapa que elegeu as ex-vereadoras Vera Araújo e Enelinda, ficando Sivaldo Campos e Domingos Sávio na 1ª e 2ª suplência, respectivamente. Após a eleição, Sivaldo foi alvo de um atentado e foi baleado.
Na época, a Polícia Civil apontou envolvimento de Nicássio no crime. O plano dele era assumir o mandato na Câmara de Cuiabá.
Em 2002, Vera Araújo foi eleita deputada estadual. Sivaldo, mesmo com sequelas, assumiu o mandato por alguns dias, mas diante das dificuldades por conta da saúde, renunciou ao mandato. O 2º suplente Domingos Sàvio foi alçado a titular do cargo.
Nicássio foi condenado pelo crime e cumpriu 4 anos de prisão. Ao deixar a cadeia, ele passou a trabalhar nas empresas da família e nos bastidores das campanhas do seu irmão, o deputado estadual Juca do Guaraná (MDB).