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Judiciário Segunda-feira, 31 de Março de 2025, 16:25 - A | A

Segunda-feira, 31 de Março de 2025, 16h:25 - A | A

ASSASSINO COVARDE

Homem que matou ex-amante com três tiros na cabeça tem prisão convertida

Igor Guilherme

Repórter | Estadão Mato Grosso

Antônio Aparecido Firmino Gonçalves, de 40 anos, assassino confesso de Leovani da Silva Souza, de 43 anos, aguardará na cadeia o desenrolar do processo. Ainda neste domingo, 30 de março, um dia após a execução de Leovani, Antônio passou por audiência de custódia em Ribeirão Cascalheira, município vizinho de Bom Jesus do Araguaia, local onde ocorreu o crime.

Conforme noticiado pela reportagem do Estadão Mato Grosso, Leovani teve um relacionamento extraconjugal com Antônio, durante cinco meses, até que o relacionamento foi descoberto.

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As partes envolvidas concordaram em seguir separados, mas Antônio acabou voltando atrás e foi até a casa onde a vítima vivia com o marido e a executou com vários tiros, dizendo que se não fosse para ela viver com ele, não viveria com mais ninguém.

Leia mais aqui: Homem mata ex-amante na frente do marido após dizer que ela não viveria com mais ninguém

A decisão foi assinada pela juíza Natália Paranzini Gorni Janene, que descreveu o crime cometido por Antônio como brutal e com total ausência de respeito à vida e à autonomia da mulher.

“O crime atribuído ao custodiado não se restringe à sua gravidade abstrata, tratando-se, em tese, de homicídio qualificado. A conduta revelou-se brutal, premeditada e orientada por motivação de controle e domínio sobre a vítima, elementos característicos do crime de feminicídio. O réu executou a vítima com três disparos na cabeça, mesmo após ela ter tentado fugir, evidenciando não apenas a sua determinação em matá-la, mas também a total ausência de respeito à vida e à autonomia da mulher. Verifico que medidas cautelares diversas da prisão não se mostram adequadas ou suficientes no caso em análise, diante da gravidade dos fatos apurados. A prisão preventiva revela-se, portanto, indispensável à garantia da ordem pública e à prevenção de reiteração de condutas de igual gravidade”, diz o documento.

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