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Brasil Domingo, 09 de Julho de 2023, 16:25 - A | A

Domingo, 09 de Julho de 2023, 16h:25 - A | A

TENSÃO ENTRE ALIADOS

Após desentendimento, Tarcísio diz que sempre será leal a Bolsonaro

g1

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), afirmou neste sábado (9) que "sempre será leal" ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

A declaração foi dada após o desentendimento dos dois na semana passada sobre pontos da reforma tributária, que foi aprovada nesta semana pela Câmara dos Deputados e mudará a cobrança de impostos no país.

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"O presidente é um grande amigo. A gente pode divergir em algum ponto sobre a reforma, é normal, não é possível que a gente vá sempre concordar em tudo [...] Está tudo bem. Sempre serei leal ao presidente e sempre serei grato ao presidente. Se eu estou aqui, eu devo a ele", disse Tarcísio durante evento de comemoração à Revolução de 1932 em São Paulo.

Bolsonaro interrompeu Tarcísio durante uma reunião com a bancada do PL no Congresso sobre a reforma tributária, na quinta-feira (6), em Brasília.

Uma gravação de parte do encontro, divulgada nas redes sociais, mostra Tarcísio tentando argumentar a favor da reforma e Bolsonaro pressionando os parlamentares do partido a se manifestarem pelo adiamento da votação ou votarem contra a proposta. 

Após o episódio, os dois se encontraram para conversar na sexta-feira (7), conforme informou o blog da Andreia Sadi.

Reforma tributária

A reforma foi aprovada pela Câmara dos Deputados por 382 votos a 118 no primeiro turno, e 375 a 113 no segundo.

Embora tenha votado majoritariamente contra, PL deu 20 votos a favor no primeiro turno e 18 no segundo, evidenciando o fracasso do ex-presidente - que tenta pilotar da oposição ao governo Lula - em ter liderança dentro de sua própria legenda.

Tarcísio, por seu lado, recebeu elogios do presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), e agradecimento do ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT).

Segundo o blog da Andreia Sadi apurou, Bolsonaro tentou encontrar com Tarcísio ainda na tarde de quinta, antes da votação, mas não conseguiu.

Na manhã de sexta, os dois falaram por telefone. Segundo interlocutores do governador, a ligação deixou evidente que Bolsonaro "sabe que errou" e "ficou constrangido". Não chegou a pedir desculpas, mas pediu que os dois olhassem para frente e disse que o mal-estar "vai passar".

Tarcísio deixou claro que o episódio não deixou rusgas, que continua agradecido ao ex-presidente - por quem diz ter um amor de família -, mas lembra que não é refém de Bolsonaro, e que não vai adotar uma postura radical.

O governador tem dito a interlocutores não ser possível fazer "oposição sistemática", pois ficaria "sem credibilidade" e se tornaria um "Psol da direita".

Tarcísio tem repetido a interlocutores que a eleição de 2026 ainda está distante e que não quer protagonismo nessa disputa - embora seja uma das apostas da direita.

 

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