Pré-candidato a prefeito de Cuiabá, o deputado federal Abílio Brunini (PL) criticou a proposta do governador Mauro Mendes (União) de colocar ar-condicionado em celas de presos que trabalham, estudam e têm bom comportamento. Na avaliação de Abílio, Mauro errou ao apresentar essa proposta.
"O Mauro acerta em muitas coisas, mas nesta ele errou e muito", disparou.
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Segundo Abílio, unidades de saúde, escolas e transporte público não estão oferecendo essa mesma condição para os cidadãos mato-grossense. O deputado ainda citou os entregadores de aplicativo, que não dispõem de pontos de apoio para tomar água e descansar.
"Primeiro, porque o trabalhador do dia a dia, o motorista de aplicativo, entregadores sequer têm ponto de apoio, nenhum espaço, pessoas que trabalham no sol o dia inteiro. O transporte público intermunicipal, que faz a linha Cuiabá a Várzea Grande e vice-versa, não tem a melhor climatização e melhores condições. As unidades de saúde estão carentes, muitas escolas estão aguardando a reforma que vai oferecer as condições para os estudantes. Tem muita coisa para melhorar. E oferecer a nos presídios não é muito a proposta que a maioria das pessoas gostaria de ouvir", disse.
Na avaliação de Abílio, a proposta de Mauro não é um desejo da ‘opinião pública’. Ele defendeu que o governador repense sua proposta, pois há muitos trabalhadores “aqui fora” que não gostariam de ver o dinheiro público sendo gasto dessa forma.
"Tem tanta gente que trabalham no sol e ralando pra caramba pra pagar os seus impostos e que não gostariam que seus impostos fossem aplicados desta maneira e que fossem aplicados na melhoria da saúde, da educação ou em capacitação daqueles que não cometem crimes. O cara foi lá e bateu na mulher e tá lá no ar-condicionado? Eu acredito que ele deve repensar sobre isso, porque não é o desejo da opinião pública", acrescentou.
Por outro lado, o governador avalia que a disponibilização de condições melhores é uma forma de estimular que os reeducandos trabalhem durante o tempo que estão presos. Em conversa com jornalistas esta semana, Mauro ressaltou que o Estado já paga caro por cada preso e precisa criar mecanismos para fazê-los trabalhar, já que a lei não permite o trabalho forçado.
"O preso que trabalhar vai construir melhor condição para ele ficar lá dentro. Tem que trabalhar e pagar por isso, tem que produzir lá dentro. A Seduc comprou 50 mil uniformes daquela fábrica [do presídio feminino], que deu uma economia de R$ 750 mil reais. O que podemos fazer é estimular, porque não podemos obrigá-los a trabalhar, a lei não permite", finalizou.
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