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Política Segunda-feira, 29 de Agosto de 2022, 11:37 - A | A

Segunda-feira, 29 de Agosto de 2022, 11h:37 - A | A

FIM DA NOVELA

Mauro assina contrato e dá ordem para início imediato das obras do BRT em Cuiabá e VG

Gabriel Soares

Editor-Chefe | Estadão Mato Grosso

Rafael Machado

Repórter | Estadão Mato Grosso

O governador Mauro Mendes (União) assinou na manhã desta segunda-feira, 29 de agosto, o contrato para início das obras de implantação do Ônibus de Trânsito Rápido (BRT, na sigla em inglês), que interligará Cuiabá e Várzea Grande. A obra é orçada em R$ 468 milhões e tem previsão de ser concluída em até 30 meses pelo Consórcio Construir BRT Cuiabá, que é liderado pela Nova Engevix.

Ao assinar o contrato, o governador também deu a ordem de serviço para que o consórcio construtor dê início imediatamente às obras de implantação do BRT. Essa ordem de serviço era aguardada para o meio do ano, antes do período eleitoral, mas acabou sendo atrasada devido a uma decisão do Tribunal de Contas da União (TCU), que suspendeu todos os trâmites da obra a pedido da Prefeitura de Cuiabá, defensora da conclusão das obras do Veículo Leve sobre Trilhos (VLT).

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“É um modal que traz todos os requintes e qualidades, tão quanto o outro. Na prática, a única diferença é o que hoje já não se chama mais BRT, chama-se VLP [...], Veículo Leve sobre Pneus, um roda sobre trilhos, outro roda sob pneus. Ambos são elétricos, são modernos, têm ar-condicionado e trazem todos os requintes de qualidade para atender com segurança e eficiência o transporte coletivo moderno”, afirmou o governador.

A assinatura do contrato ocorre no primeiro dia útil após o ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), devolver ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) a competência fiscalizatória sobre as obras de mobilidade urbana em Cuiabá.

Durante o evento, Mauro lembrou que apresentar uma resposta quanto à paralisação das obras do VLT era uma das prioridades de sua campanha à eleição, em 2018. Porém, o contrato para implantação do modal já havia sido anulado pela Justiça devido a indícios de corrupção, em ação movida pelo governo de seu antecessor, Pedro Taques (Solidariedade).

“O problema é que um [o VLT] custaria mais que o dobrou e talvez demoraria vários anos para sanear o imbróglio jurídico criado por essa rescisão. Essas empresas com prática de corrupção elas deverão estar proibidas de serem contratadas. [...] Então, equacionar esse problema jurídico, mesmo que eu fizesse, custaria o dobro”, explicou.

A OBRA

O Consórcio Construir BRT Cuiabá apresentou proposta de R$ 468.031.500,00. Segundo o governo, o valor representa um desconto de 2,59% em relação ao valor de referência da obra, que era de R$ 480.500.531,82.

No valor da obra também estão inclusas as construções de 46 estações, de um terminal na região do Coxipó e outro no CPA, e a reconstrução do Terminal André Maggi, em Várzea Grande.

Será construído ainda um viaduto para passagem do BRT na rotatória das avenidas Fernando Corrêa da Costa e Beira Rio, uma nova ponte sobre o Rio Coxipó, a criação de um parque linear na Avenida do CPA, a requalificação do Largo do Rosário e demais adequações no trânsito.

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