O governo do Estado divulgou nas redes sociais, nesta quarta-feira (10), um demonstrativo detalhado dos repasses federais enviados para Mato Grosso durante o ano de 2020. A publicação foi a forma encontrada de rebater os boatos, também divulgados via redes sociais, de que a União teria repassado R$ 15,4 bilhões em 2020 e mais R$ 4,96 bilhões do auxílio emergencial.
Os números errados foram divulgados pelo presidente Jair Bolsonaro, em reação à pressão dos governadores para que o governo federal retome o pagamento dos leitos de UTI destinados a pacientes de covid-19, que estão atrasados desde o final do ano passado. Os repasses deste ano estão atrasados porque o governo ainda não conseguiu aprovar o Orçamento de 2021.
- FIQUE ATUALIZADO: Entre em nosso grupo do WhatsApp e receba informações em tempo real (clique aqui)
- FIQUE ATUALIZADO: Participe do nosso grupo no Telegram e fique sempre informado (clique aqui)
Em resposta à publicação de Bolsonaro, os governadores divulgaram uma carta afirmando que apenas uma pequena fração dos valores pagos pela União são efetivamente direcionados para o financiamento da Saúde e o combate à pandemia. Os demais são repasses obrigatórios, como os da Educação, ou são referentes à renegociação de dívidas dos Estados.
"Situação absurda similar seria se cada governador publicasse valores de ICMS e IPVA pertencentes a cada cidade, tratando-os como uma aplicação de recursos nos Municípios a critério de decisão individual", diz trecho da carta, assinada por 19 governadores.
Na carta, encaminhada no começo do mês, os governadores ainda se dizem preocupados com a utilização de instrumentos de comunicação oficial do governo federal, custeados com dinheiro público, para divulgar informações distorcidas e atacar os governos locais em meio a um dos piores momentos da pandemia.
“Em meio a uma pandemia de proporção talvez inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o Governo Federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população”, diz o documento.
Governadores que assinaram a carta:
Mauro Mendes (DEM-Mato Grosso)
Renan Filho (MDB-Alagoas)
Waldez Góes (PDT-Amapá)
Camilo Santana (PT-Ceará)
Renato Casagrande (PSB-Espírito Santo)
Ronaldo Caiado (DEM-Goiás)
Flávio Dino (PCdoB-Maranhão)
Helder Barbalho (MDB-Pará)
João Azêvedo (Cidadania-Paraíba)
Ratinho Júnior (PSD-Paraná)
Paulo Câmara (PSB-Pernambuco)
Wellington Dias (PT-Piauí)
Cláudio Castro (PSC-Rio de Janeiro)
Fátima Bezerra (PT-Rio Grande do Norte)
Eduardo Leite (PSDB-Rio Grande do Sul)
João Doria (PSDB-São Paulo)
Belivaldo Chagas (PSD-Sergipe)
Rui Costa (PT-Bahia)
Mauro Carlesse (DEM-Tocantins)