O presidente da Assembleia Legislativa, Max Russi (PSB), afirmou que a Casa irá fiscalizar as condições das marmitas servidas ao reeducandos de Mato Grosso. A decisão foi tomada após um relatório da Vigilância Sanitária de Cuiabá apontar que a água e os alimentos disponibilizados aos presos da Penitenciária Central do Estado (PCE) são impróprios para consumo humano. O anúncio foi feito nesta quarta-feira, 26 de fevereiro, em conversa com jornalistas nos corredores da AL.
A Vigilância constatou bactérias em número acima do seguro para a alimentação humana nas refeições servidas aos reeducandos. As marmitas fornecidas a PCE são produzidas pela empresa Novo Sabor Refeições Coletivas Ltda.
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Questionado sobre a situação, Max disse que a Comissão de Segurança Pública da AL pode fiscalizar o controle de qualidade dos alimentos e classificou como “absurdo” o achado da Vigilância Sanitária.
“Confesso que acompanho empresas que prestam serviços, empresas famosas, inclusive renomadas em Cuiabá, não vou citar nomes. Mas empresas que faz buffet, vai come lá diariamente. É estranho isso, não podemos aceitar isso, é um absurdo. Acho que o que a Assembleia pode fazer, nós temos a Comissão de Segurança para fazer isso, para fiscalizar e não aceitar nada para nenhuma pessoa que não tenha condições de no mínimo de comer, de se alimentar e nutrientes suficientes para seu dia-dia”, disse.
A Controladoria-Geral do Estado (CGE) iniciou, nesta semana, vistorias nas empresas que produzem as refeições servidas aos reeducandos nas unidades penitenciárias do Estado. As equipes estão verificando se os contratos estão sendo cumpridos corretamente e se os cardápios são preparados com alimentos variados e de qualidade, conforme estabelecido em acordo firmado durante câmara técnica com órgãos de controle.