Em seu primeiro contato com a imprensa após ser eleita presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJMT), a desembargadora Clarice Claudino abordou diversos assuntos nesta manhã de segunda-feira, 24 de outubro. Entre eles, o vazamento de um relatório preliminar do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), veiculado às vésperas da eleição do tribunal. Para ela, o vazamento teve cunho político.
“Na verdade, é a utilização maldosa de uma informação que não foi completa e que, logicamente, o que a gente pode pensar num momento desse? Qualquer ser humano de mediana inteligência pode pensar que é uma tentativa de desestabilização num momento crucial anterior ao pleito que ultrapassamos”, avaliou a desembargadora.
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Clarice ainda destacou que a implantação de uma sindicância contra três desembargadores por suposto desvio de conduta está descartada, uma vez que a autoria da denúncia já foi identificada e que, segunda a presidente eleita, já solicitou a retirada do documento do processo.
A desembargadora também descartou a possibilidade de instaurar uma sindicância interna para investigar o autor do vazamento do relatório. Segundo ela, isso não traria nenhuma vantagem a ela ou ao interesse público.
“Não! Eu não pretendo fazer isso, porque eu não vejo proveito em se investigar algo dessa natureza. Se tivesse algum proveito no sentido de fazer, se fosse do interesse público, eu faria até as últimas consequências, mas neste caso eu não vou fazer qualquer tipo de tomada de atitude, primeiro porque não é do meu feitio ir atrás de conversas mal colocadas e segundo porque não vejo utilidade nenhuma para mim”, afirmou.
Clarice, que seria um dos alvos dessa suposta sindicância, destacou ainda que não foi prejudicada pelo vazamento e que recebeu apoio pelos seus 34 anos de magistratura e que sua carreira no Poder Judiciário fala mais alto que qualquer menção a um relatório.
A desembargadora foi eleita presidente do TJMT no último dia 13. Ela vai comandar o órgão no biênio 2023-2024 e é a terceira mulher eleita para o posto máximo do Judiciário mato-grossense.